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Muito se tem falado sobre a liberação de plantas resistentes ao uso do agente laranja em nossas plantações, pensando nisso o Blog da OZ Engenharia de Ozônio, resolveu fazer uma pesquisa sobre o assunto e as reais consequências e vantagens do uso desse agente (e se é realmente ele que será usado). Para isso vamos entender um pouco o contexto da sua criação.

Guerra do Vietnã

A Guerra do Vietnã foi um conflito armado que começou no ano de 1959 e terminou em 1975. As batalhas ocorreram nos territórios do Vietnã do Norte, Vietnã do Sul, Laos e Camboja. Esta guerra pode ser enquadrada no contexto histórico da Guerra Fria. O Vietnã havia sido colônia francesa e no final da Guerra da Indochina (1946-1954) foi dividido em dois países. O Vietnã do Norte era, comandado por Ho Chi Minh, possuindo orientação comunista pró União Soviética. O Vietnã do Sul, uma ditadura militar, passou a ser aliado dos Estados Unidos e, portanto, com um sistema capitalista.

A Guerra do Vietnã foi a primeira a utilizar helicópteros.

Os EUA passaram a colaborar com o Vietnã do Sul enviando armas, dinheiro e conselheiros militares.

Tudo isso fez com que surgissem os movimentos de oposição: Frente Nacional de Libertação (apoiados pelo Vietnã do Norte) juntamente com o seu exército Vietcongue.

Apoiados pelos americanos e suas armas poderosas os sul-vietnamitas atacaram por 10 anos o norte.
Porém, depois que algumas embarcações americanas foram bombardeadas no Golfo de Tonquim, o presidente Lindon B. Johnson ordenou bombardeios de represália contra o Vietnã do Norte. Esse fato marcou a entrada dos EUA na guerra (1965). Os soldados norte-americanos sofreram num território marcado por florestas tropicais fechadas e grande quantidade de chuvas. Os vietcongues utilizaram táticas de guerrilha, enquanto os norte-americanos empenharam-se no uso de armamentos modernos, helicópteros e outros recursos, entre eles o agente laranja e o napalm. O final dessa guerra a maioria conhece, sem apoio popular e com derrotas seguidas, o governo norte-americano aceita o Acordo de Paris, que previa o cessar-fogo, em 1973. Em 1975, ocorre a retirada total das tropas norte-americanas. É a vitória do Vietnã do Norte. O conflito deixou mais de 1 milhão de mortos (civis e militares) e o dobro de mutilados e feridos. A guerra destruiu casas e provocou prejuízos econômicos e arrasou campos agrícolas, com o uso do tão famoso Agente Laranja.

Agente Laranja

Agente laranja é uma mistura de dois herbicidas: o 2,4-D e o 2,4,5-T, recebeu esse nome  por causa de uma faixa laranja na embalagem. Por questões de negligência e pressa para utilização, durante a Guerra do Vietnã, foi produzido com inadequada purificação, apresentando teores elevados de um subproduto cancerígeno da síntese do 2,4,5-T: a dioxina tetraclorodibenzo- dioxina. Este resíduo não é normalmente encontrado nos produtos comerciais que incluem estes dois ingredientes, mas marcou para sempre o nome do Agente Laranja, cujo uso deixou sequelas terríveis na população daquele país e nos próprios soldados norte-americanos.

No período de 1961 a 1971, as tropas americanas aspergiram 80 milhões de litros de herbicidas, que continham 400 quilogramas de dioxina sobre o território vietnamita, de acordo com estatísticas oficiais.

Esse desfolhantes destruiram o habitat natural, deixaram 4,8 milhões de pessoas expostas ao agente laranja e provocaram enfermidades irreversíveis, sobretudo malformações congênitas, câncer e síndromes neurológicas em crianças, mulheres e homens do país.

Aproximadamente 50 anos depois do uso dessa arma química o Conselho Mundial da Paz (CMP) lança campanha para condenação dos Estados Unidos, pela destruição de  florestas e por ter vitimado milhões de pessoas (estima-se que pelo menos três milhões de vietnamitas vivam com sequelas). Além disso, mais de 25% das florestas foram atingidas – cerca de três milhões de hectares-,  chegando a contaminar o solo e lençóis freáticos. Em 2009, foi detectado que nível da substância na região estava de 300 a 400 vezes acima do limite tolerável.

Contexto Atual Agente Laranja

O herbicida 2,4-D que compõe o agente laranja é utilizado a mais de meio século em nossas lavouras. De acordo com informações publicadas em sites especializados, plantas com resistência ao herbicida podem ser liberadas geneticamente para uso em nossas plantações, de acordo com esses dados, os herbicidas à base de glifosato, anunciados em anos anteriores como solução definitiva contra pragas na agricultura, já não exercem a mesma eficácia sobre plantas daninhas. Como resultado, as espécies invasoras ocupam lavouras e resistem à pulverização, prejudicando ou até inviabilizando safras inteiras. Uma solução apresentada propõe o plantio de variedades transgênicas de soja e milho resistentes a um defensivo mais agressivo, o 2,4-D (ácido diclorofenoxiacético).

Atualmente em análise na Comissão Nacional de Biotecnologia (CTNBio), órgão vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, a solicitação caminha para a liberação. Mas a medida gera controvérsias: enquanto uma força-tarefa capitaneada pelo setor agroquímico defende a aprovação, alguns pesquisadores a condenam por fomentar o uso de um produto que imporia riscos à saúde humana.

A preocupação quanto à liberação de variedades resistentes ao 2,4-D aumenta na medida em que a agressividade do herbicida não se restringe às pragas que combate. Enquanto o glifosato e o glufosinato de amônio, que dominam o mercado brasileiro de defensivos, ocupam a faixa verde na Classificação Toxicológica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o 2,4-D está no ápice do risco: faixa vermelha – extremamente tóxico.

O uso indiscriminado desse herbicida concomitantemente com o não tramamento dos resíduos agrícolas pode gerar um contaminação ainda maior dos nossos solos, rios, animais, plantas e lençóis freáticos.

Preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético At. 225 CF/88

Esse parágrafo da nossa constituição não está sendo respeitado, pois a fiscalização e punição de infratores está cada vez mais amarrada por regras e leis burocráticas e sem poder de ação, devemos repensar o modo como estamos tratando nossa terra, se ações corretas não forem feitas, nada mais nos restará, além da triste imagem das matas devastadas na guerra do vietnã.

Não confunda com Napalm

Napalm sendo utilizado na guerra do Vietnã

Pesquisando sobre o uso do agente laranja encontrei muitas informações confundindo a ação dele com o Napalm, o Napalm  é um conjunto de líquidos inflamáveis à base de gasolina gelificada, utilizados como armamento militar. O napalm é na realidade o agente espessante de tais líquidos, que quando misturado com gasolina a transforma num gel pegajoso e incendiário.

O napalm foi usado em lança-chamas e bombas incendiárias pelos Estados Unidos e nações aliadas, para aumentar a eficiência dos líquidos inflamáveis. A substância é formulada para queimar a uma taxa específica e aderir aos materiais. O napalm é misturado com a gasolina gélida (ou gelatinosa) em diferentes proporções para alcançar este objetivo.

Diversos lançadores foram desenvolvidos para seu uso, culminando nas armas lança-chamas utilizadas para atacar os exércitos vietnamitas no fim da década de 1960. Também foi usado contra cidades e vilarejos de civis posteriormente.

Na Segunda Guerra Mundial, as Forças aliadas bombardearam cidades do Japão com bombas incendiárias feitas com napalm. Este tipo de armamento foi usado também pelas Forças armadas dos Estados Unidos contra guerrilhas comunistas na Guerra civil grega, na Coreia, por ocasião da Guerra da Coréia e no Vietnã, Laos e Camboja, durante a Guerra do Vietnã. O governo do México também utilizou napalm em 1960 contra guerrilha de Guerrero. Há notícias, também, de ter sido utilizado por Portugal nas antigas colônias de África, na chamada Guerra Colonial (1961-1974), mais notadamente em Moçambique.
Um outro efeito do napalm em bombas, consiste na desoxigenação do ar envolvente e aumento da concentração de Monóxido de Carbono os quais provocam asfixia. Uma outra utilização do napalm na Guerra do Vietnã consistiu na rápida abertura de clareiras para a aterrissagem de helicópteros.

A menina que simboliza a guerra

A famosa foto com as crianças correndo, fugindo do local onde sua aldeia havia sido atacada por um bombardeio de Napalm, virou símbolo de uma guerra covarde e injusta, mostrando a dor de inocentes e o poder bélico de quem prefere matar à distância.
A foto foi feita no dia 08 de junho de 1972 pelo fotógrafo da agência Associated Press, Huynh Cong Ut, que posteriormente recebeu o prêmio Pulitzer pela imagem.
A menina da foto chama-se Phan Thi Kim Phúc e sua história é descrita com mais detalhes na matéria após a imagem símbolo e algumas imagens coloridas da ocasião.
Que este dia e esta imagem fiquem sempre na mente de todos, pois é importante que algo desse porte nunca volte a ocorrer novamente.
O Destino da menina
Ela se transformou no símbolo da Guerra do Vietnã. A foto da menina queimada, fugindo nua após seu vilarejo ser devastado pelos americanos, correu o mundo. Hoje, Phan Thi Kim Phuc ainda carrega as marcas do bombardeio, mas se esforça para superar o trauma. “Estive no inferno e percebi que, se mantivesse o ódio, nunca sairia dele”, disse a vietnamita em uma entrevista.
Phan conta que jamais esquecerá o dia 8 de junho de 1972. “Estávamos em casa e, de repente, começamos a ver nossa vila sendo atacada. Corremos para um templo, que depois também foi bombardeado. Decidimos sair correndo. Ao sair, senti meu corpo inteiro queimar, como se estivesse em um forno. Era o napalm, que eu, sinceramente, não tinha ideia do que fosse até aquele momento”, disse Phan, que teve 65% de seu corpo queimado.
Seu vilarejo, Trang Bang, fica no sul do Vietnã, a cerca de 40 quilômetros de Saigon. A bomba foi lançada por soldados do Vietnã do Sul contra tropas norte-vietnamitas. A operação foi coordenada por militares americanos, ainda que Washington jamais tenha admitido seu envolvimento.
Em 1972, ela tinha 9 anos. Hoje, aos 45, é casada e mora no Canadá com seus dois filhos. Sua foto, tirada por Huynh Cong Ut, fotógrafo da agência Associated Press, ganhou o Prêmio Pulitzer do ano seguinte e se transformou no símbolo do conflito.
Enquanto a foto corria o mundo, sua vida mudava de forma radical. Após o ataque, ela foi levada para um hospital em Saigon pelo próprio fotógrafo. “Só me lembro que jogava água no meu corpo.”
Quando chegou ao hospital, as enfermeiras disseram que a garota não sobreviveria. “Fiquei 14 meses internada e passei por 17 cirurgias”, diz. A última ocorreu na Alemanha Oriental, em 1984. Mas, nem assim, as marcas desapareceram. “Continuo sentindo muita dor a cada movimento.”
Um ano após o ataque, ela voltou ao vilarejo. “Alguns dias depois, meu pai me trouxe um jornal e me mostrou a foto. Fiquei horrorizada e chorei sem parar por vários dias. Foi naquele momento que comecei a entender o que eu tinha vivido. Além disso, estava muito envergonhada. Não suportava me ver nua em uma foto que o mundo inteiro viu.”
Phan relata que estava vestida com uma roupa leve no momento do ataque, a qual que foi queimada em alguns segundos. “Se estivesse usando uma roupa mais pesada, que levasse mais tempo para queimar, estaria morta. Muitos morreram exatamente desta forma.”
Aos 13 anos, ela foi estudar em Saigon. No regime comunista, obteve a autorização, alguns anos mais tarde, para estudar medicina em Cuba, onde conheceu seu marido. Na viagem de lua-de-mel, o avião fez uma escala no Canadá, de onde o casal nunca mais saiu.
Phan tentou viver no anonimato, mas foi descoberta nos anos 90. “Um dia, estava andando na rua em Toronto e alguém me disse que sabia quem eu era. Foi aí que eu entendi que não poderia mudar o passado, mas que poderia alterar o significado do que ocorreu.”
A vietnamita passou a atuar como ativista de direitos humanos, tornou-se embaixadora da Unesco e criou uma fundação. Até hoje, Phan se lembra com ironia dos comentários do então presidente americano Richard Nixon, que duvidava da autenticidade da foto.
 O Ozônio no Contexto

Pátio Agrícola – clique para ampliar

A possibilidade da intensificação do uso do 2,4-D em virtude da liberação dos novos transgênicos resistentes a ele é questionável no Brasil,  pois ainda não existe regulamentação para os pátios de descontaminação de pulverizadores terrestres, o que poria em risco todo nosso ecossistema, já que os resíduos líquidos da lavagem (calda tóxica) ainda são despejados diretamente no meio ambiente (solo e sumidouros), sem o tratamento adequado.   A OZ Engenharia possui em sua linha de produtos o DEGRADATOX®, um sistema de degradação dos princípios ativos com ozônio, utilizado no tratamento da calda proveniente da lavagem de aeronaves e tratores pulverizadores de agrotóxicos. Essa calda é posteriormente armazenada em tanque de evaporação, evitando desta maneira que o resíduo seja despejado no solo, contaminando-os, prevenindo riscos de contaminação do meio ambiente (volatilização e consequente sumiço das abelhas). Para saber mais sobre o equipamento clique no link ou nos ligue (51) 3339 0082.

Extra:

Opinião Monsanto sobre uso do Agente Laranja.

 

Fontes:

http://www.vn-agentorange.org/RL34761_200905.pdf

http://apogeudoabismo.blogspot.com.br/2012/06/menina-que-simboliza-guerra-do-vietna.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Agente_laranja

http://noticias.terra.com.br/ciencia/herbicida-do-agente-laranja-pode-ser-liberado-para-uso-em-lavouras,f8a8d8f8ccb10410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

http://www.suapesquisa.com/historia/guerra_do_vietna.htm

http://www.infoescola.com/historia/guerra-do-vietna/

 

 

 

 

 

 

 

 

Armazenar e conservar os alimentos sempre foi um desafio para os seres humanos, por muitos anos os alimentos foram enterrados ou até mesmo imersos em gordura bovina ou suína para durarem mais tempo, depois do surgimento da geladeira muita coisa mudou, hoje em dia com o uso do ozônio a durabilidade dos alimentos aumentou ainda mais, gerando uma pós vida nunca antes imaginada, no caso de alguns alimentos a durabilidade mais que triplicou devido a ação do ozônio, muitas indústrias já estão usando essa tecnologia como por exemplo empresas de frutas e queijos.

Mas mesmo com todos esses recursos muitas pessoas ainda ficam confusas na hora de guardar de maneira correta cada tipo de alimento, abaixo vamos citar algumas regras simples mas muito eficazes para você manter o alimento sempre gostoso e fresquinho.

 

Vegetais

Ao contrário do que muitos pensam armazenar vegetais, como batata e cebola, na geladeira pode estragá-los mais rápido ainda. Vegetais de raízes longas devem ficar em local seco e não tão frio, ou seja, para dar-lhes vida mais longa o melhor é mantê-los frescos e longe da luz, impedindo a germinação. Uma alternativa é armazenar vegetais em sacos de papel em um armário, porque eles são mais porosos do que o plástico. Não se deve guardar batatas e cebolas juntas, porque, produzem gases prejudiciais às duas.

 

Queijos

Por possuírem enorme diversidade, para cada tipo de queijo existe um método próprio de conservação. Os queijos de massa mole, por exemplo, devem ser guardados na parte inferior da geladeira e em recipientes fechados. Os de massa semi-cozida devem ser guardados na parte inferior da geladeira, embrulhados em papel alumínio. Se inteiros, devem ser guardados onde não sofram variações de temperatura, cobertos com pano úmido. E os queijos duros e defumados devem ser cobertos e guardados em local com temperatura em torno de 18ºC. Não congele queijos, pois afetará seu sabor e textura.

 

 

Alimentos secos

Cereais, biscoitos e outros alimentos secos armazenados em sacos plásticos podem ficar sem sabor e acelerar a deterioração. A ideia é organizar esses alimentos em frascos com uma boa vedação, colocar em local fechado e ao abrigo da luz.

 

 

 

Pães

Muitas pessoas não conseguem entender porque o pão estraga de uma hora para a outra. O ideal é mantê-lo em temperatura ambiente, em um lugar fresco e seco e longe da luz solar direta. Colocar na geladeira não é a melhor opção, pois extrai a umidade e o pão seca rapidamente. Para cada pão também existe uma forma de armazenamento diferente. Os pães fatiados de sanduíche  por exemplo, devem ficar na própria embalagem para reter a umidade. Já os pães caseiros ou feitos de forma artesanal em padarias devem ser mantidos em embalagem de papel para mantê-los crocantes. O pão caseiro pode ficar esponjoso em um saco plástico úmido.

Ervas

Assim como as flores, ervas frescas armazenadas na água irão reter o sabor e a textura por mais tempo do que se estivessem soltas na geladeira. Ervas suaves como salsa, manjericão e coentro fresco devem ficar armazenados em vidro com cerca de uma polegada de água, fora da geladeira. Deve-se aparar os talos e colocá-las na água. Já as ervas como alecrim, sálvia e tomilho podem ficar na geladeira, mas enroladas em uma toalha umedecida e depois dentro de um saco de compras reutilizável.

 

 

Fonte: http://www.blogdojoe.com.br

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