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O gás ozônio é muito mais que a camada que nos protege. É um gás com infinitas aplicações, nos mais diversos campos de atividade humana.

O ozônio é um dos gases mais importantes na estratosfera que cerca nosso planeta. Esta camada protetora de ozônio age como um filtro da energia ultravioleta (UV) altamente destrutiva que vem do sol ajudando a manter o equilíbrio biológico em nosso planeta.
O ozônio é a forma triatômica do oxigênio. O oxigênio é normalmente encontrado em sua forma diatômica (O2), mas assim como encontramos na natureza o alótropo do grafite na forma de diamante, o ozônio (O3) é o alótropo do oxigênio. Forma-se quando as moléculas de oxigênio (O2) se rompem , e os átomos separados combinam-se individualmente com outras moléculas de oxigênio. Pode ser formado naturalmente, pela ação dos raios UV ou pelos geradores de ozônio, que convertem O2 em O3

O ozônio (O3) é um gás bastante reativo e altamente instável, ou seja, logo se recompõe a oxigênio (O2). É um dos oxidantes naturais mais potentes e é também um poderoso germicida. Estas características conferem ao ozônio uma gama de aplicações, sendo utilizado em saúde e processos industriais, tratamento de águas, alimentos, gases, efluentes e também como agente clareador/branqueador.

SOBRE A OZONIOTERAPIA

A ozonioterapia é uma técnica que utiliza à aplicação de uma mistura dos gases oxigênio e ozônio, por diversas vias de administração, com finalidade terapêutica. Ozônio medicinal é sempre uma mistura de puro ozônio e oxigênio. De acordo com a indicação e tipo de aplicação, a concentração pode variar entre 1 e 100 mg/L (0,05-5%O3). O profissional habilitado determina a dose adequada e a via de aplicação de acordo com a indicação e as condições do paciente.

O sistema de Saúde da Alemanha, Itália e outros 16 países reconhecem o uso desta técnica para diversas patologias. Cuba conta com 39 Centros Clínicos de Ozonioterapia e na Rússia é utilizada em todos os Hospitais Governamentais. Atualmente aproximadamente 10.000 médicos utilizam este método na Europa.

As aplicações de Ozonioterapia são determinadas por suas propriedades antiinflamatórias, antissépticas, de modulação do estresse oxidativo, da melhora da circulação periférica e da oxigenação. Isto determina o amplo número de patologias em que pode ser utilizada de modo isolado ou complementar.

As concentrações e modo de aplicação variam de acordo com a afecção a ser tratada, já que a concentração de ozônio determina o tipo de efeito biológico e o modo de aplicação relaciona-se à sua ação no organismo. Dessa maneira, podem ser tratadas pela Ozonioterapia as patologias de origem inflamatória, infecciosa e isquêmica. Por sua habilidade de estimular a circulação, a Ozonioterapia é usada no tratamento de doenças circulatórias Possui propriedades bactericidas, fungicidas e virustáticas, pelo que é largamente utilizada para tratamento de feridas infectadas. Como o ozônio é um gás altamente instável e logo se recompõe a oxigênio, o gás deve ser gerado no local do uso, com equipamentos específicos, que produzem a mistura oxigênio-ozônio em concentrações específicas e precisas.

Ozonioterapia no Brasil

A Ozonioterapia está apenas sendo utilizada como terapia alternativa na área médica, mas ainda não está aprovada no Brasil para uso na odontologia (Julho de 2013), mas um pedido de aceitação e normatização da Ozonioterapia como terapia alternativa junto ao Conselho Regional de Odontologia, com principais indicações para Periodontia, Endodontia, Cirurgia, Cárie e Estomatologia está sendo encaminhado para o CRO. O que já é um ótimo começo. Para mais informações acesse o site da ABOZ.

Informações retiradas do site http://www.aboz.org.br

 

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Há algum tempo o ozônio já vem sendo usado para combater agentes alérgenos, bactérias, fungos e inclusive vírus. Com o surgimento das superbactérias muitos testes foram feitos e descobriu-se a eficácia do ozônio contra a KPC.

A bactéria KPC (Klebsiella pneumoniae Carbapenemase) é um microrganismo que foi modificado geneticamente no ambiente hospitalar e que é resistente aos antibióticos. Os primeiros casos do microrganismo foram detectados em pacientes internados em UTI, nos Estados Unidos.

Abaixo entrevista feita pelo site IG com o médico Glacus de Souza Brito, da Divisão de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital de Clínicas de São Paulo – idealizador do novo tratamento.

Ele diz que bastaram 5 minutos de exposição ao jato de ozônio para os agentes infecciosos perderem força e ficarem inativos. O mecanismo de ação é que o ozônio oxida as paredes dos microrganismos.  O próximo passo será testar o mesmo processo em pacientes. Leia a seguir a entrevista.

O senhor já utilizava o tratamento com ozônio para outros tipos de infecção. Como foi a ideia de testar a eficácia do gás para as superbactérias?

Glacus de Souza Brito: Já usamos o ozônio para tratar algumas feridas que não respondiam aos tratamentos convencionais. Temos um caso de um paciente acidentado no trânsito, que tinha um machucado na perna e nele foram encontradas quatro bactérias multirresistentes. Baseado em experiências internacionais, isolamos a ferida com um plástico e com uma máquina que emite ozônio simples, nebulizamos o local por uma hora diária com o gás. Em dois dias, as bactérias já estavam inativas e seis dias depois foi possível suspender todos os antibióticos. O paciente teve alta. Quando começaram a surgir os casos de bactérias multirresistentes, decidimos investigar a eficácia do ozônio.

Como foi feita a pesquisa?
Glacus de Souza Brito: Selecionamos 10 bactérias multirresistentes, identificadas em pacientes do próprio HC. A última testada foi a KPC. Isolamos os microrganismos em laboratório e, em todos eles, bastaram cinco minutos de exposição ao ozônio para os agentes infecciosos serem anulados.

Com estas evidências, qual é o próximo passo?
Glacus de Souza Brito: Precisamos agora montar esquemas de estudos que envolvam pacientes, porque ainda não sabemos como será a resposta em humanos. As bactérias resistentes nem sempre se manifestam em feridas, podem aparecer em pneumonias, por exemplo, por isso precisamos de mais pesquisas para confirmar se funciona. O importante é que é um tratamento simples e de muito pouco custo e que pode virar um padrão no sistema público brasileiro.

Além de infecções, o ozônio já é testado para outras doenças?
Glacus de Souza Brito: Internacionalmente, há uma utilização maior. A Alemanha e a Itália usam ozônio para tratar dores articulares e hérnia de disco, por exemplo. A pesquisa no Hospital das Clínicas foi só para ver a eficácia com as superbactérias e já encontramos êxito. Mas é um vasto campo a ser pesquisado.

Veja reportagem feita pelo SBT Brasil sobre o uso do ozônio no combate a superbactéria (KPC):

Jornal Nacional da Rede Globo também abordou o assunto:

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