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Foi divulgada nesta semana pesquisa que aponta o ozônio como solução para eliminar microtoxinas da castanha-do-pará, facilitando sua exportação.

Os embargos praticados pela União Europeia contra a castanha-do-brasil, mais conhecida como castanha-do-pará, devido à presença de fungos produtores de substâncias tóxicas (micotoxinas), têm chances de serem reduzidos em breve. É o que mostra a tese de doutorado do engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Otniel Freitas-Silva, na Universidade do Minho, em Portugal, e que se baseia no uso do ozônio.
A castanha-do-brasil costuma ser contaminada pelo fungo aspergillus flavus, micro-organismo responsável pela produção de micotoxinas que se fixam na superfície dessa semente e, em elevadas concentrações, podem oferecer risco à saúde do consumidor.

Freitas-Silva disse que o ozônio é um oxidante natural que já vem sendo utilizado no tratamento de águas residuais de efluentes. De custo baixo, já que apenas o oxigênio entra na sua produção, o ozônio poderia ser usado para a descontaminação das castanhas. “Tem que ser um processo que não agrida o meio ambiente, que seja compatível com um produto orgânico como a castanha, tem que ter um certificado de segurança desse produto. Então, a gente vislumbrou o uso do ozônio para fazer esses testes”.

Testes pilotos feitos em Portugal mostraram a eficácia do processo de lavagem da castanha para diminuir a contaminação superficial. O ozônio aumenta também a segurança do produto, uma vez que tem efeito contra algumas bactérias associadas à falta de cuidados no manuseio, na pós-colheita da castanha.

O pesquisador acredita que o uso do ozônio na etapa de lavagem do produto, além de proteger a castanha da contaminação por micotoxinas, dará maior qualidade ao produto. “Só isso já é um ganho bastante acentuado”. O trabalho vai avaliar também os impactos do processo no sistema produtivo. Freitas-Silva admitiu que o ozônio pode reduzir custos e aumentar as vendas de castanha-do-pará.

Fonte:  Globo Rural

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Um solo se degrada quando são modificadas as suas características físicas, químicas e biológicas. O desgaste pode ser provocado por esgotamento, erosão, salinização, compactação e desertificação.

A utilização dos solos para o fornecimento de produtos agrícolas, por exemplo, não pode ser do mesmo tipo para todas as regiões brasileiras. Para cada uma, há um conjunto de fatores que devem ser devidamente analisados, para que os terrenos proporcionem uma maior produtividade.

A data de 15 de Abril foi escolhida para o Dia da Conservação do Solo em homenagem ao nascimento do americano Hugh Hammond Bennett (15/04/1881- 07/07/1960), considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos, o primeiro responsável pelo Serviço de Conservação de Solos daquele país. Suas experiências estudando solos e agricultura, nacional e internacionalmente, fizeram dele um conservacionista dedicado. Também pela capacidade de comunicação de seus textos, muito conquistou para a causa mundial da conservação.

O solo, a água e as florestas são recursos naturais finitos e, após a sua degradação, a recuperação pode ser irreversível. É fundamental a disseminação da idéia de que “é mais econômico manter do que recuperar recursos naturais”.

A OZ Engenharia possui em sua linha de produtos o DEGRADATOX®, um sistema de degradação de resíduos utilizado no tratamento da calda proveniente da lavagem de aeronaves e tratores pulverizadores de agrotóxicos. Essa calda é posteriormente armazenada em tanque de evaporação, evitando desta maneira que o resíduo seja despejado no solo, contaminando-o.

Para saber mais dados sobre solos acesse o site do IBGE, que através de seu Departamento de Recursos Naturais e Estudos Ambientais, DERNA, realiza mapeamentos, estudos e pesquisas de temas relativos ao meio físico (relevo, solo, clima, geologia) e ao meio biótico (fauna e flora).   Sobre Solos de um modo geral e sobre conservação, uma boa referência é o Centro Nacional de Pesquisas de Solos em www.cnps.embrapa.br

Fonte: IBGE

A criação de aves, suínos e gado é sempre apontada como um dos principais vilões na emissão de gases estufa. Para o produtor os dejetos desses animais ainda podem gerar passivos ambientais, pois a grande quantidade de matéria fecal produzida nos locais onde são criados esses animais pode causar a poluição de solos e mananciais.

Na região Sul do Brasil, a suinocultura é uma das principais atividades pecuárias, o que requer soluções para minimizar a poluição decorrente dessa produção. Em Santa Catarina, estado que detém o maior rebanho do país, cerca de 6,2 milhões de cabeças (do total de 34 milhões), a produção de dejetos é de 20 mil toneladas por ano o que representa um potencial de poluição equivalente ao de 24 milhões de pessoas.

Pesquisas apontam que o principal problema ambiental é que esses resíduos são muito ricos em fósforo, o principal nutriente das chamadas algas azuis, um tipo de floração que contamina e deteriora a água, e que pode causar sérios problemas à saúde de pessoas e de animais. Há, ainda, a questão do metano, que é o gás exalado pelo material orgânico e que provoca danos na atmosfera.

Duas soluções que vem se destacando, aliam manejo sustentável e ganho econômico:

Geração de Adubo Orgânico

A compostagem realizada com os dejetos desses animais é uma delas. A técnica transforma o que é resíduo em adubo. Ou seja, ao invés de ter um passivo ambiental na sua propriedade com o risco dos detritos atingirem rios e poluírem o solo, o produtor ganha a possibilidade de ter renda extra e fazer o seu próprio adubo orgânico.

“Este fertilizante orgânico pode ser comercializado. É um fertilizante com alta concentração de nutrientes com alto valor agregado, então tem uma alta demanda no mercado. Vendendo este produto, além da geração extra de renda, você está desocupando o espaço que aqueles dejetos ocupariam e possibilitando uma área maior para a criação de animais”, explica o pesquisador da Embrapa Rodrigo Nicoloso.

A Embrapa Suínos e Aves possui uma equipe técnica para auxiliar o produtor no processo e disponibiliza informações no próprio site explicando como fazer a compostagem (www.cnpsa.embrapa.br).

Uso dos dejetos na produção de Energia Limpa

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) já possui uma regulamentação que permite a produção e a venda de energia produzida dos dejetos de animais (Biogás).  Os Estados de Santa Catarina e Paraná já possuem contratos que viabilizam a utilização destas energias pelos produtores, o que resulta em significativa economia de energia elétrica, além de colaborar com o Meio Ambiente.

Em São Miguel do Iguaçu (PR), o suinocultor José Carlos Colombari, comprova como o investimento em energia renovável pode impulsionar os negócios no campo. Primeiro produtor rural do país a vender eletricidade em um sistema de geração distribuída, Colombari demonstra a existência de mais uma fonte de renda  no setor rural brasileiro, com a  incorporação de um novo produto ao mercado nacional do agronegócio: o biogás. Ele dobrou a  sua produção nos últimos dois anos, graças ao saneamento ambiental, à produção de biofertilizantes e à economia de energia proporcionados pelo aproveitamento do biogás para o abastecimento de eletricidade em sua granja.

José Colombari recebe em média R$ 2.500 mensais com a venda do excedente de energia de sua propriedade à Companhia Paranaense de Energia Elétrica (COPEL).  Os cerca de 20 mil qWh de eletricidade disponibilizados diretamente na rede são gerados a partir de mil metros cúbicos de biogás que ele produz diariamente com os dejetos dos cinco mil suínos de sua granja. A produção de biogás assegura a total eletrificação de sua propriedade, permitindo uma economia mensal de cerca de R$ 8.200.

Outra fonte de renda provém dos gases de efeito estufa que deixam de ser emitidos para a atmosfera e que rendem ao produtor aproximadamente R$ 4 mil por ano em créditos de carbono. O ciclo econômico se completa com a transformação da biomassa residual em fertilizante – fonte de nitrogênio, fósforo e potássio – que permite a fertilização orgânica do solo e garante uma economia da ordem de R$1,5 mil mensais. O  conjunto de receitas e economias que Colombari obtém com o biogás alcança cerca de R$12.500 mensais,  totalizando R$150 mil ao ano.

Pesquisa: Portal Dia de Campo e Plataforma Itaipu de Energias Renováveis

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