Posts com a Tag ‘Agrotóxicos’

Atualmente o uso de agrotóxicos nas lavouras se faz necessário para que haja controle de pragas e que com isso garanta produção de alimentos suficiente para a população mundial, que a cada dia cresce e exige essa demanda. Enquanto essa prática ainda for o meio indispensável para a produtividade agrícola, uma solução foi determinada para o tratamento dos resíduos líquidos de agrotóxicos, através da Instrução Normativa 02/2008 do MAPA. Essa normativa propôs modernizar e adequar o já existente modelo de pátio de descontaminação voltado para a aviação agrícola.

Sua obrigatoriedade gerou discussões e resistência por parte das empresas de aviação agrícola e agricultores, o que acarretou em prorrogação por mais dois anos para que pudessem fazer as adequações exigidas pela Normativa. Passado esse período onde o tema respeito ao meio ambiente foi o foco para a conscientização da implementação do pátio de descontaminação, vimos que os envolvidos passaram a ter uma consciência e um entendimento no que tange preservação do meio ambiente.

Pudemos notar que algumas empresas, principalmente estrangeiras que já exercem boas práticas de produção, com foco na sustentabilidade, adotaram por iniciativa própria a regulamentação do MAPA (que é para aviação agrícola) inclusive para seus tratores de pulverização.

Porém, o conhecimento sobre a proposta da Normativa ficou só na aviação agrícola e não sensibilizou o setor de pulverização terrestre, no caso os tratores.  No Estado do Mato Grosso a problemática da contaminação é preocupante. Um decreto de 2010 propôs que o mesmo modelo de tratamento de resíduos de agrotóxicos exigido para os aviões pulverizadores fosse também exigido para os tratores,  mas foi desobrigado no mesmo ano através de um decreto, mostrando um caso de retrocesso ambiental.

Vale lembrar que outros equipamentos pulverizadores como os costais, autopropelidos e fog utilizam a tríplice lavagem de embalagens e também precisam de tratamento do resíduo líquido, nem sempre adotada e migrando muitas vezes para o descarte em sumidouros.

Descarte de resíduos líquidos de agrotóxicos

Descarte de resíduos líquidos de agrotóxicos

Inúmeras informações podem ser encontradas sobre a contaminação de águas da superfície, lençóis freáticos e até mesmo a água da chuva. O DOSSIE ABRASCO mostra os impactos dos agrotóxicos sobre a saúde humana e o meio ambiente.

A agricultura, por ser uma unidade produtiva de grande importância e impacto, precisa ser vista como tal e comparada com as Indústrias, que são obrigadas a obedecer regras de lançamento de resíduos no meio ambiente. Os produtores estão acumulando um passivo ambiental se não iniciarem imediatamento ações de proteção.

Pouco foi feito nesses 05 anos da obrigatoriedade do pátio de descobntaminação de agrotóxicos, as informações praticamente não são divulgadas, não há fiscalização suficiente e parece que não há interesse em prevenir os danos ambientais, muitos irreparáveis. Leis, normas, regulamentações devem ser implementadas de modo a orientar os produtores como proceder nesse cenário e elas existem.

A OZ desenvolveu o sistema Degradatox que complementa o sistema de tratamento de efluentes no pátio de descontaminação através do ozônio, que desativa as moléculas do agrotóxico.  Desde o ano de 2008 fabrica dois modelos de tanques com ozônio para degradação da calda de agrotóxicos. Veja o infográfico a importancia do patio de descontaminaçao.

 

Veja mais informações sobre o tema nos links abaixo:

Estudo mostra que o Aquífero Guarani está contaminado por agrotóxicos

A política agrícola brasileira e o incentivo aos agrotóxicos. Entrevista especial com Flávia Londres

 

 

 

 

Muito se tem falado sobre a liberação de plantas resistentes ao uso do agente laranja em nossas plantações, pensando nisso o Blog da OZ Engenharia de Ozônio, resolveu fazer uma pesquisa sobre o assunto e as reais consequências e vantagens do uso desse agente (e se é realmente ele que será usado). Para isso vamos entender um pouco o contexto da sua criação.

Guerra do Vietnã

A Guerra do Vietnã foi um conflito armado que começou no ano de 1959 e terminou em 1975. As batalhas ocorreram nos territórios do Vietnã do Norte, Vietnã do Sul, Laos e Camboja. Esta guerra pode ser enquadrada no contexto histórico da Guerra Fria. O Vietnã havia sido colônia francesa e no final da Guerra da Indochina (1946-1954) foi dividido em dois países. O Vietnã do Norte era, comandado por Ho Chi Minh, possuindo orientação comunista pró União Soviética. O Vietnã do Sul, uma ditadura militar, passou a ser aliado dos Estados Unidos e, portanto, com um sistema capitalista.

A Guerra do Vietnã foi a primeira a utilizar helicópteros.

Os EUA passaram a colaborar com o Vietnã do Sul enviando armas, dinheiro e conselheiros militares.

Tudo isso fez com que surgissem os movimentos de oposição: Frente Nacional de Libertação (apoiados pelo Vietnã do Norte) juntamente com o seu exército Vietcongue.

Apoiados pelos americanos e suas armas poderosas os sul-vietnamitas atacaram por 10 anos o norte.
Porém, depois que algumas embarcações americanas foram bombardeadas no Golfo de Tonquim, o presidente Lindon B. Johnson ordenou bombardeios de represália contra o Vietnã do Norte. Esse fato marcou a entrada dos EUA na guerra (1965). Os soldados norte-americanos sofreram num território marcado por florestas tropicais fechadas e grande quantidade de chuvas. Os vietcongues utilizaram táticas de guerrilha, enquanto os norte-americanos empenharam-se no uso de armamentos modernos, helicópteros e outros recursos, entre eles o agente laranja e o napalm. O final dessa guerra a maioria conhece, sem apoio popular e com derrotas seguidas, o governo norte-americano aceita o Acordo de Paris, que previa o cessar-fogo, em 1973. Em 1975, ocorre a retirada total das tropas norte-americanas. É a vitória do Vietnã do Norte. O conflito deixou mais de 1 milhão de mortos (civis e militares) e o dobro de mutilados e feridos. A guerra destruiu casas e provocou prejuízos econômicos e arrasou campos agrícolas, com o uso do tão famoso Agente Laranja.

Agente Laranja

Agente laranja é uma mistura de dois herbicidas: o 2,4-D e o 2,4,5-T, recebeu esse nome  por causa de uma faixa laranja na embalagem. Por questões de negligência e pressa para utilização, durante a Guerra do Vietnã, foi produzido com inadequada purificação, apresentando teores elevados de um subproduto cancerígeno da síntese do 2,4,5-T: a dioxina tetraclorodibenzo- dioxina. Este resíduo não é normalmente encontrado nos produtos comerciais que incluem estes dois ingredientes, mas marcou para sempre o nome do Agente Laranja, cujo uso deixou sequelas terríveis na população daquele país e nos próprios soldados norte-americanos.

No período de 1961 a 1971, as tropas americanas aspergiram 80 milhões de litros de herbicidas, que continham 400 quilogramas de dioxina sobre o território vietnamita, de acordo com estatísticas oficiais.

Esse desfolhantes destruiram o habitat natural, deixaram 4,8 milhões de pessoas expostas ao agente laranja e provocaram enfermidades irreversíveis, sobretudo malformações congênitas, câncer e síndromes neurológicas em crianças, mulheres e homens do país.

Aproximadamente 50 anos depois do uso dessa arma química o Conselho Mundial da Paz (CMP) lança campanha para condenação dos Estados Unidos, pela destruição de  florestas e por ter vitimado milhões de pessoas (estima-se que pelo menos três milhões de vietnamitas vivam com sequelas). Além disso, mais de 25% das florestas foram atingidas – cerca de três milhões de hectares-,  chegando a contaminar o solo e lençóis freáticos. Em 2009, foi detectado que nível da substância na região estava de 300 a 400 vezes acima do limite tolerável.

Contexto Atual Agente Laranja

O herbicida 2,4-D que compõe o agente laranja é utilizado a mais de meio século em nossas lavouras. De acordo com informações publicadas em sites especializados, plantas com resistência ao herbicida podem ser liberadas geneticamente para uso em nossas plantações, de acordo com esses dados, os herbicidas à base de glifosato, anunciados em anos anteriores como solução definitiva contra pragas na agricultura, já não exercem a mesma eficácia sobre plantas daninhas. Como resultado, as espécies invasoras ocupam lavouras e resistem à pulverização, prejudicando ou até inviabilizando safras inteiras. Uma solução apresentada propõe o plantio de variedades transgênicas de soja e milho resistentes a um defensivo mais agressivo, o 2,4-D (ácido diclorofenoxiacético).

Atualmente em análise na Comissão Nacional de Biotecnologia (CTNBio), órgão vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, a solicitação caminha para a liberação. Mas a medida gera controvérsias: enquanto uma força-tarefa capitaneada pelo setor agroquímico defende a aprovação, alguns pesquisadores a condenam por fomentar o uso de um produto que imporia riscos à saúde humana.

A preocupação quanto à liberação de variedades resistentes ao 2,4-D aumenta na medida em que a agressividade do herbicida não se restringe às pragas que combate. Enquanto o glifosato e o glufosinato de amônio, que dominam o mercado brasileiro de defensivos, ocupam a faixa verde na Classificação Toxicológica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o 2,4-D está no ápice do risco: faixa vermelha – extremamente tóxico.

O uso indiscriminado desse herbicida concomitantemente com o não tramamento dos resíduos agrícolas pode gerar um contaminação ainda maior dos nossos solos, rios, animais, plantas e lençóis freáticos.

Preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético At. 225 CF/88

Esse parágrafo da nossa constituição não está sendo respeitado, pois a fiscalização e punição de infratores está cada vez mais amarrada por regras e leis burocráticas e sem poder de ação, devemos repensar o modo como estamos tratando nossa terra, se ações corretas não forem feitas, nada mais nos restará, além da triste imagem das matas devastadas na guerra do vietnã.

Não confunda com Napalm

Napalm sendo utilizado na guerra do Vietnã

Pesquisando sobre o uso do agente laranja encontrei muitas informações confundindo a ação dele com o Napalm, o Napalm  é um conjunto de líquidos inflamáveis à base de gasolina gelificada, utilizados como armamento militar. O napalm é na realidade o agente espessante de tais líquidos, que quando misturado com gasolina a transforma num gel pegajoso e incendiário.

O napalm foi usado em lança-chamas e bombas incendiárias pelos Estados Unidos e nações aliadas, para aumentar a eficiência dos líquidos inflamáveis. A substância é formulada para queimar a uma taxa específica e aderir aos materiais. O napalm é misturado com a gasolina gélida (ou gelatinosa) em diferentes proporções para alcançar este objetivo.

Diversos lançadores foram desenvolvidos para seu uso, culminando nas armas lança-chamas utilizadas para atacar os exércitos vietnamitas no fim da década de 1960. Também foi usado contra cidades e vilarejos de civis posteriormente.

Na Segunda Guerra Mundial, as Forças aliadas bombardearam cidades do Japão com bombas incendiárias feitas com napalm. Este tipo de armamento foi usado também pelas Forças armadas dos Estados Unidos contra guerrilhas comunistas na Guerra civil grega, na Coreia, por ocasião da Guerra da Coréia e no Vietnã, Laos e Camboja, durante a Guerra do Vietnã. O governo do México também utilizou napalm em 1960 contra guerrilha de Guerrero. Há notícias, também, de ter sido utilizado por Portugal nas antigas colônias de África, na chamada Guerra Colonial (1961-1974), mais notadamente em Moçambique.
Um outro efeito do napalm em bombas, consiste na desoxigenação do ar envolvente e aumento da concentração de Monóxido de Carbono os quais provocam asfixia. Uma outra utilização do napalm na Guerra do Vietnã consistiu na rápida abertura de clareiras para a aterrissagem de helicópteros.

A menina que simboliza a guerra

A famosa foto com as crianças correndo, fugindo do local onde sua aldeia havia sido atacada por um bombardeio de Napalm, virou símbolo de uma guerra covarde e injusta, mostrando a dor de inocentes e o poder bélico de quem prefere matar à distância.
A foto foi feita no dia 08 de junho de 1972 pelo fotógrafo da agência Associated Press, Huynh Cong Ut, que posteriormente recebeu o prêmio Pulitzer pela imagem.
A menina da foto chama-se Phan Thi Kim Phúc e sua história é descrita com mais detalhes na matéria após a imagem símbolo e algumas imagens coloridas da ocasião.
Que este dia e esta imagem fiquem sempre na mente de todos, pois é importante que algo desse porte nunca volte a ocorrer novamente.
O Destino da menina
Ela se transformou no símbolo da Guerra do Vietnã. A foto da menina queimada, fugindo nua após seu vilarejo ser devastado pelos americanos, correu o mundo. Hoje, Phan Thi Kim Phuc ainda carrega as marcas do bombardeio, mas se esforça para superar o trauma. “Estive no inferno e percebi que, se mantivesse o ódio, nunca sairia dele”, disse a vietnamita em uma entrevista.
Phan conta que jamais esquecerá o dia 8 de junho de 1972. “Estávamos em casa e, de repente, começamos a ver nossa vila sendo atacada. Corremos para um templo, que depois também foi bombardeado. Decidimos sair correndo. Ao sair, senti meu corpo inteiro queimar, como se estivesse em um forno. Era o napalm, que eu, sinceramente, não tinha ideia do que fosse até aquele momento”, disse Phan, que teve 65% de seu corpo queimado.
Seu vilarejo, Trang Bang, fica no sul do Vietnã, a cerca de 40 quilômetros de Saigon. A bomba foi lançada por soldados do Vietnã do Sul contra tropas norte-vietnamitas. A operação foi coordenada por militares americanos, ainda que Washington jamais tenha admitido seu envolvimento.
Em 1972, ela tinha 9 anos. Hoje, aos 45, é casada e mora no Canadá com seus dois filhos. Sua foto, tirada por Huynh Cong Ut, fotógrafo da agência Associated Press, ganhou o Prêmio Pulitzer do ano seguinte e se transformou no símbolo do conflito.
Enquanto a foto corria o mundo, sua vida mudava de forma radical. Após o ataque, ela foi levada para um hospital em Saigon pelo próprio fotógrafo. “Só me lembro que jogava água no meu corpo.”
Quando chegou ao hospital, as enfermeiras disseram que a garota não sobreviveria. “Fiquei 14 meses internada e passei por 17 cirurgias”, diz. A última ocorreu na Alemanha Oriental, em 1984. Mas, nem assim, as marcas desapareceram. “Continuo sentindo muita dor a cada movimento.”
Um ano após o ataque, ela voltou ao vilarejo. “Alguns dias depois, meu pai me trouxe um jornal e me mostrou a foto. Fiquei horrorizada e chorei sem parar por vários dias. Foi naquele momento que comecei a entender o que eu tinha vivido. Além disso, estava muito envergonhada. Não suportava me ver nua em uma foto que o mundo inteiro viu.”
Phan relata que estava vestida com uma roupa leve no momento do ataque, a qual que foi queimada em alguns segundos. “Se estivesse usando uma roupa mais pesada, que levasse mais tempo para queimar, estaria morta. Muitos morreram exatamente desta forma.”
Aos 13 anos, ela foi estudar em Saigon. No regime comunista, obteve a autorização, alguns anos mais tarde, para estudar medicina em Cuba, onde conheceu seu marido. Na viagem de lua-de-mel, o avião fez uma escala no Canadá, de onde o casal nunca mais saiu.
Phan tentou viver no anonimato, mas foi descoberta nos anos 90. “Um dia, estava andando na rua em Toronto e alguém me disse que sabia quem eu era. Foi aí que eu entendi que não poderia mudar o passado, mas que poderia alterar o significado do que ocorreu.”
A vietnamita passou a atuar como ativista de direitos humanos, tornou-se embaixadora da Unesco e criou uma fundação. Até hoje, Phan se lembra com ironia dos comentários do então presidente americano Richard Nixon, que duvidava da autenticidade da foto.
 O Ozônio no Contexto

Pátio Agrícola – clique para ampliar

A possibilidade da intensificação do uso do 2,4-D em virtude da liberação dos novos transgênicos resistentes a ele é questionável no Brasil,  pois ainda não existe regulamentação para os pátios de descontaminação de pulverizadores terrestres, o que poria em risco todo nosso ecossistema, já que os resíduos líquidos da lavagem (calda tóxica) ainda são despejados diretamente no meio ambiente (solo e sumidouros), sem o tratamento adequado.   A OZ Engenharia possui em sua linha de produtos o DEGRADATOX®, um sistema de degradação dos princípios ativos com ozônio, utilizado no tratamento da calda proveniente da lavagem de aeronaves e tratores pulverizadores de agrotóxicos. Essa calda é posteriormente armazenada em tanque de evaporação, evitando desta maneira que o resíduo seja despejado no solo, contaminando-os, prevenindo riscos de contaminação do meio ambiente (volatilização e consequente sumiço das abelhas). Para saber mais sobre o equipamento clique no link ou nos ligue (51) 3339 0082.

Extra:

Opinião Monsanto sobre uso do Agente Laranja.

 

Fontes:

http://www.vn-agentorange.org/RL34761_200905.pdf

http://apogeudoabismo.blogspot.com.br/2012/06/menina-que-simboliza-guerra-do-vietna.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Agente_laranja

http://noticias.terra.com.br/ciencia/herbicida-do-agente-laranja-pode-ser-liberado-para-uso-em-lavouras,f8a8d8f8ccb10410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

http://www.suapesquisa.com/historia/guerra_do_vietna.htm

http://www.infoescola.com/historia/guerra-do-vietna/

 

 

 

 

 

 

 

 

O que é uma alimentação consciente ?

A alimentação consciente tem relação direta com a forma de produção orgânica, com hábitos alimentares saudáveis e de consumo responsável. Busca mais do que uma alimentação isenta de aditivos químicos, pois procura observar técnicas de plantio sustentáveis, realçando o problema dos agrotóxicos, dos produtos transgênicos. Observa com atenção os rótulos de produtos industrializados, preocupa-se com a forma de conservação dos alimentos, enfatiza a importância da hora das refeições e da criatividade na elaboração do prato. Em suma, a alimentação consciente preocupa-se com o alimento desde sua produção até o momento de ser consumido.

O que é um alimento orgânico ?

Trata-se do alimento produzido em sistemas que não utilizam agrotóxicos (inseticidas, herbicidas, fungicidas, nematicidas) e outros insumos artificiais tóxicos (adubos químicos altamente solúveis), organismos geneticamente modificados – OGM / transgênicos ou radiações ionizantes. Esses elementos são excluídos do processo de produção, transformação, armazenamento e transporte, privilegiando a preservação da saúde do homem, dos animais e do meio ambiente, com respeito ao trabalho humano. Em 23 de dezembro de 2003 foi sancionada a Lei n. 10.831, que estabelece as normas de produção, embalagem, distribuição e rotulagem para os produtos orgânicos de origem animal e vegetal.

Quando podemos dizer que um produto alimentar é orgânico?

Considera-se produto da agricultura orgânica, seja in natura ou processado, todo aquele obtido através dos princípios e normas específicas da produção agropecuária ou industrial orgânica. Para um alimento processado ser considerado orgânico e receber o selo de qualidade, é preciso que contenha pelo menos 95% de ingredientes originados da agricultura orgânica.

Como saber se o produto é orgânico?

Existem instituições certificadoras e associações que são responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização da produção. Cerca de 20 certificadoras atuam no Brasil.

Campanha do Ministério da Fazenda a Favor dos Orgânicos.

O que significa um alimento certificado?

A certificação é um processo de inspeção das propriedades agrí-colas, realizado com periodicidade que varia de dois a seis meses, para verificar se o alimento orgânico está sendo cultivado e processado de acordo com as normas de produção orgânica. O foco da inspeção não é o produto, mas a terra e o processo de produção. Assim, uma vez credenciada, a propriedade pode gerar vários produtos certificados, que irão receber um selo de qualidade.

Selo para identificar os produtos orgânicos.

Em que a preparação do alimento orgânico é diferente?

Produtos orgânicos processados devem respeitar as normas estabelecidas em lei. Por exemplo, para fazer um suco de uva orgânico, o transformador deve encontrar frutas que foram produzidas de forma orgânica e não utilizar nenhum tipo de corante ou conservante no processamento. Até mesmo o transporte deve ser separado do similar convencional.

Por que consumir orgânicos ?

Afinal, o que tem levado cada vez mais consumidores a aderirem ao consumo de produtos orgânicos? Pesquisas realizadas  em várias partes do mundo  apontam três motivos:

Saúde

A preocupação com a saúde é a principal motivação dos consumidores de produtos orgânicos. Eles aspiram a uma alimentação mais saudável, natural e equilibrada. Você sabia que durante a existência de uma pessoa (com média de 70 anos) transitam cerca de 25 toneladas de alimento pelo sistema digestivo. Mesmo que contaminados com teores baixos de agentes químicos, pode ocorrer alguma intoxicação em determinado período da vida. Um dos problemas no diagnóstico é que não existem sintomas característicos da epidemia de intoxicação subclínica por agrotóxico. Segundo Higashi, nenhum medicamento pode agir adequadamente em pacientes com acúmulo de agrotóxicos em seu organismo.

Meio ambiente

Pesquisa do IBOPE Opinião revela que os transgênicos não têm boa aceitação no Brasil. Enquanto existirem divergências entre os cientistas em relação a possíveis prejuízos à saúde e ao meio ambiente, 74% preferem não comer alimentos transgênicos, 92% dos brasileiros acreditam que a rotulagem deveria ser obrigatória e 73% são contra a liberação de variedades transgênicas em escala comercial.

Melhor sabor

Encontrar o gosto autêntico dos alimentos no sabor das frutas, dos legumes e nas carnes provenientes de animais criados soltos é uma preocupação constante. Além disso, os alimentos orgânicos são livres de antibióticos, hormônios de crescimento, sendo processados sem o uso de aromas artificiais, conservantes e corantes. Pesquisas de análise sensorial, comparando alimentos orgânicos e convencionais, mostraram superioridade do alimento orgânico, destacadamente em preparo ao vapor.

Como achar o seu orgânico ?

Com o objetivo de tornar os produtos orgânicos mais acessíveis aos consumidores e fomentar uma alimentação saudável, o Idec realiza o Mapa de Feiras Orgânicas. Basta digitar um endereço para encontrar todas as feiras especializadas e grupos de consumo responsável mais próximos de você, bem como informações de horários de funcionamento e tipos de produtos encontrados nesses locais.

Além disso, o mapa mostrará quais são as frutas, verduras e legumes da estação na sua região para que opte pelos produtos locais.

Clique para acessar o mapa

E se não for possível consumir orgânicos ?

Dê preferência à compra de frutas e verduras da época. Fora da estação adequada é quase certo que uma fruta, verdura ou legume tenha recebido cargas maiores de agrotóxicos. É por isso que, quando você não encontrar tomate, cebola ou outros produtos na feira orgânica, não está na época deles. Escolha outro produto que os substitua em termos nutricionais;

Como ainda são poucas as frutas produzidas organicamente, procure sempre descascar as frutas, em especial os pêssegos, pêras e maçãs. Alguns resíduos de agrotóxicos ficam depositados nas cascas;

Lave bem as frutas e verduras em água corrente e coloque-as numa solução de água com um pouco de vinagre (4 colheres para 1 litro). Esse procedimento pode reduzir uma pequena parte dos resíduos de agrotóxicos de contato, além de possíveis contaminações microbiológicas.

Como escolher alimentos com menos agrotóxicos ?

Folhosas (alface, almeirão, agrião, rúcula, couve manteiga, cheiro-verde). Apresentam ciclo curto e são os vegetais que recebem menor número de pulverizações com agrotóxicos.

Atenção: a alface, por ser consumida em grande escala e cultivada de forma intensiva, pode receber mais pulverizações, por isso prefira as orgânicas.

 

Plantas de raiz, bulbo, tuberosas (beterraba, cenoura, cebola, alho, batata).O seu ciclo de vida é intermediário e, dessa forma, recebem um número de pulverizações um pouco maior que as folhosas.

Atenção: A batata e a cebola são plantas que recebem cerca de 30 pulverizações com agrotóxicos durante o ciclo da cultura.

 

Plantas de frutos e legumes (tomate, pimentão, berinjela, pepino).São as mais delicadas para produzir, com ciclo mais longo, ficando mais sujeitas ao ataque de pragas e doenças.

Atenção: O tomate, um dos campeões de venda, também é campeão em resíduos; recebe entre 30 e 40 pulverizações com agrotóxicos durante o ciclo. Alternativa: O tomate cereja é uma espécie mais rústica, resistente a pragas e doenças. Você pode produzi-lo no seu próprio jardim.

 

• Frutas. Por terem o ciclo ainda mais longo, em geral, recebem um número maior de pulverizações. Entretanto, é possível selecionar frutas com menor possibilidade de contaminação por agrotóxicos:
Frutas com baixo risco de contaminação • abacate, acerola, banana, caqui, coco, jabuticaba, mexericas e tangerinas, kiwi, nêspera e outras frutas nativas (pitanga, fruta-do-conde, amora, carambola).
Frutas com médio risco de contaminação • manga, abacaxi, melancia, laranja, mamão formosa e maracujá.
Frutas com alto risco de contaminação • morango, maçã, uva, pêssego, mamão papaia, goiaba, figo, pera, melão e nectarina.

Vocabulário da saúde alimentar:

Veja Como Equilibrar Sua Alimentação

Alimentos funcionais • Também conhecidos como nutracêuticos, agem diretamente sobre as funções do organismo e, por isso, previnem doenças degenerativas, crônicas, cardiovasculares (infarto e derrame) e câncer. O tomate, por exemplo, é um desses alimentos. Devido à ação do licopeno, pode oferecer proteção contra o câncer de próstata. Para o alimento ter atuação benéfica e de forma plena, sugere-se que seja produzido organicamente, no intuito de minimizar possíveis resíduos
químicos indesejáveis.

Alimentos naturais • Provêm de fontes originais da natureza. Não são produzidos em laboratórios, não possuem sabores e corantes artificiais de frutas, verduras, leite ou outros alimentos. Entretanto, um alimento natural pode ser produzido com agrotóxico.

Alimentos orgânicos • Produzidos num sistema isento de contaminantes que ponham em risco a saúde do consumidor, do
agricultor e do meio ambiente.

Alimentos integrais • Mantêm, ao serem consumidos, todos os integrantes nutricionais básicos. Exemplo: a farinha de trigo integral gera um produto com a totalidade dos ingredientes básicos para um pão nutritivo. Entretanto, normalmente o trigo utilizado é produzido no sistema convencional. Dessa forma, um alimento integral produzido organicamente seria o ideal para o consumo.

Alimentos diet • Modificados para atender à determinada finalidade: sem açúcar para o diabético, sem gordura para os que necessitam de baixa ingestão de gorduras e sem sal para hipertensos. Esse tipo de alimento não necessita ter redução calórica. Por esse motivo, se um alimento contiver a quantidade de açúcar, sódio, colesterol, aminoácidos ou proteínas abaixo do limite estabelecido em legislação, pode ser classificado comercialmente como diet. Basta que apenas um desses componentes esteja abaixo do limite. Assim, um alimento que não contém açúcar, mas que apresenta grande quantidade de gorduras é considerado diet, mesmo tendo uma quantidade de calorias semelhante ao seu similar não diet(em função da grande quantidade de gorduras).

Alimentos light • Abrandados ou diminuídos em um ou mais de seus nutrientes. Têm redução calórica de no mínimo 25% em relação ao seu similar.

Quer saber o que a OZ Engenharia faz para ajudar o meio ambiente ? Acesse uma matéria explicando nossos principais produtos.

Fonte: IAPAR

Você sabe o que significa o símbolo abaixo, presente nos alimentos que você compra?

Este símbolo é do Alimento Geneticamente Modificado

Alimentos Geneticamente Modificados: são alimentos criados em laboratórios com a utilização de genes (parte do código genético) de espécies diferentes de animais, vegetais ou micróbios. Os OGM sofreram alteração no seu código genético por métodos ou meios que não ocorrem naturalmente, mas sim através da Engenharia Genética.

Engenharia Genética: ciência responsável pela manipulação das informações contidas no código genético, que comanda todas as funções da célula. Esse código é retirado da célula viva e manipulado fora dela, modificando a sua estrutura (modificações genéticas).

Com o aprimoramento e desenvolvimento das técnicas de obtenção de organismos geneticamente modificados e o aumento da sua utilização, surgiram então, dois novos termos para o nosso vocabulário: biotecnologia e biossegurança.

Biotecnologia é o processo tecnológico que permite a utilização de material biológico para fins industriais.

A biossegurança é a ciência responsável por controlar e minimizar os riscos da utilização de diferentes tecnologias em laboratórios ou quando aplicadas ao meio ambiente.

Pontos positivos dos alimentos transgênicos

– Aumento da produção de alimentos;
– Melhoria do conteúdo nutricional, desenvolvimento de nutricênicos (alimentos que teriam fins terapêuticos);
– Maior resistência e durabilidade na estocagem e armazenamento.

Pontos negativos dos alimentos transgênicos

– Aumento das reações alérgicas;
– As plantas que não sofreram modificação genética podem ser eliminadas pelo processo de seleção natural, pois, as transgênicas possuem maior resistência às pragas e pesticidas;
– Aumento da resistência aos pesticidas e gerando maior consumo deste tipo de produto;
– Apesar de eliminar pragas prejudiciais à plantação, o cultivo de plantas transgênicas pode, também, matar populações benéficas como abelhas, minhocas e outros animais e espécies de plantas.

Número de países com OGM está aumentando

Desde o final da década de 70, pesquisadores do mundo inteiro aprenderam a transferir genes de um organismo para outro, seja ele animal ou vegetal, alterando suas características naturais. Com isso, tornaram possível criar porcos com menos gordura na carne, plantar feijão com mais proteína nos grãos ou soja resistente a herbicidas. O lançamento da soja transgênica no mercado aquece a polêmica sobre a biotecnologia em 1999. Essa planta tem em suas células um gene que não faz parte do organismo de nenhum vegetal. Retirado de uma bactéria, a agrobacterium, ele controla a fabricação de uma proteína, conhecida pela sigla EPSPS, que bloqueia a ação dos herbicidas. Isso permite eliminar o mato sem risco de prejudicar a planta cultivada.

Riscos ainda sobre avaliação

Os críticos dos alimentos geneticamente alterados dizem que a ciência não tem controle total sobre o funcionamento dos genes. Para eles, as pesquisas devem ser aprofundadas antes que os novos produtos sejam liberados. No caso da soja modificada, existe o temor de que a substância EPSPS provoque efeitos inesperados no organismo dos consumidores, como alergias ou outro tipo de doença. Mesmo que o gene tenha sido preparado em laboratório para funcionar apenas nas folhas, e não nos grãos – a parte comestível da planta –, não há como garantir que eles atuarão da forma programada. Os transgênicos não se sairam bem com testes em cobaias (ratos) de laboratório. Os ratos tiveram tumores e outras complicações ao consumirem MILHO TRANSGÊNICOS.

Algodão geneticamente modificado alterando a cor do branco para alaranjado

Além da aplicação da biotecnologia pela indústria alimentícia, plantas e animais vêm sendo alterados para outras finalidades, como a produção de tecidos. Uma das mais recentes novidades desse campo, lançada em 1999 nos EUA, é um algodão que nasce colorido – verde, vermelho ou amarelo –, conforme o interesse do produtor. Outra linha de pesquisa avançada é a da modificação de organismos para a produção de medicamentos. Na Escócia, o Instituto Roslin – o mesmo que fez a clonagem da ovelha Dolly – cria carneiros em cujo leite é gerada uma droga que estimula a coagulação do sangue. Chamada de Fator IX, ela deverá ser empregada no combate à hemofilia.

Diante de todas as discussões a cerca dos transgênicos, como o consumidor identificará nos supermercados o alimento transgênico. Os rótulos abaixo exemplificam itens importantes que podem auxiliar o consumidor nessa identificação.
São eles:
  1. Presença do símbolo de Transgênicos no painel principal. Representado pelo triângulo eqüilátero amarelo, com a letra T dentro.
  2. Caso a embalagem não seja colorida o triângulo pode ser preto impresso sobre fundo branco.
  3. Presença da frase “Produto produzido a partir de soja transgênica” ou “Soja transgênica” e “Contém soja transgênica”.
  4. Presença do nome da espécie doadora do gene no local reservado para a identificação dos ingredientes.
Atualmente, os produtos transgênicos mais comuns são feitos de soja, milho ou batata, e há alguns alimentos que não indicam nas embalagens que são transgênicos. Na dúvida, consulte o  SAC da empresa para confirmar.

Todos os dias nosso planeta sofre inúmeros impactos ambientais, que ajudam na deterioração da nossa fauna e flora, mas você sabe quais são os impactos que mais causam danos ? Abaixo listo os principais de acordo com trabalho feito para o site adorofisica, um resumo que pode nos ajudar a entender e até mesmo resumir esses danos.

Poluição do ar

fumaça no ar

O ar puro é formado por nitrogênio (N2), oxigênio (O2), gás carbônico (CO2), hidrogênio (H2), argônio e vapor de água. Esses componentes estão em equilíbrio em diferentes proporções, conforme a região da terra.

Esse equilíbrio é constantemente ameaçado por agressões como a queima de petróleo e do carvão mineral, que aumenta a quantidade de COe óxidos de nitrogênio (NOX) e de enxofre (SOX) no ar.

O enxofre e o nitrogênio reagem com o vapor da água e voltam a terra na forma de chuvas ácidas, destruindo florestas e plantações. O CO2 é o principal responsável pelo efeito estufa.

Fumaças de fábricas, spray, pós e gases são poluentes tóxicos do ar. Eles prejudicam o ambiente e a nossa saúde. Respirar ar poluído aumenta o risco de problemas respiratórios (como bronquite e enfisema) e desordens reprodutivas.

O monóxido de carbono (CO), gerado pela combustão incompleta em caldeiras, motores ou aquecedores domésticos a gás é bastante tóxico. A principal fonte de CO são veículos a gasolina, principalmente carros sem injeção eletrônica e sem catalisador de gases no escapamento.

Efeito Estufa

quadro van gogh

O quadro Noite Estrelada, pintado por Van Gogh aos 37 anos, enquanto esteve em um asilo em Saint-Rémy-de-Provence (1889-1890), ilustra perfeitamente o efeito estufa na nossa atmosfera, onde gases (principalmente o CO2) e partículas, acumuladas nas camadas superiores da atmosfera, formam uma cobertura que impede a dispersão natural dos raios solares refletidos pela superfície da Terra. O calor irradiado pela Terra fica retido na atmosfera e provoca um superaquecimento (aquecimento global).

Esse aquecimento pode ser catastrófico. Pode derreter geleiras e, com isso, elevar o nível dos mares, provocando a lenta inundação das regiões litorâneas do planeta.

O Protocolo de Kyoto, o único dispositivo legal existente que obriga países desenvolvidos a reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa veio como uma solução para a diminuição desses gases, só que nos últimos anos está enfraquecido devido a inúmeras desistências de países importantes como Estados Unidos e China que juntos são responsáveis por 40% das emissões de gases poluentes.

Buraco de Ozônio

O ozônio (O3) existe naturalmente nas camadas superiores da atmosfera. Ele filtra os raios solares ultravioletas, diminuindo sua incidência sobre a superfície terrestre. Essa proteção do ozônio é destruída por compostos químicos presentes em spray (pintura a pistola, tintas, inseticidas, desodorantes e perfumes), gases de geladeira, etc. Em regiões onde há buraco na camada de ozônio, aumentam a incidência de câncer de pele. Por isso, o uso de organoclorados em spray (clorofluorbenseno) e outras finalidades está proibido nos países com legislação ambiental mais avançada.

Smog

É a névoa cinzenta, que torna o céu cinza e reduz a visibilidade na cidade. O fenômeno, comum no inverno, é produzido por uma reação química entre a irradiação solar, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio. Os produtos químicos são liberados pelos veículos automotivos e outras fontes industriais. O fenômeno acontece quando há uma inversão térmica que mantém as substancias em baixa altitude. A inversão térmica (ar quente, seco e sem ventos) funciona como um tampão, concentrando os poluentes do ar no nível próximo do solo, onde respiramos. Assim, provoca irritação nos olhos, dor de cabeça e problemas respiratórios, como pressão no peito, abafamento e falta de ar. Ocorre em grandes cidades industriais como São Paulo.

Poluição da Água e Ar

Os resíduos gerados pela industria, cidades e atividades agrícolas são sólidos ou líquidos, tendo um potencial de poluição muito grande. Os resíduos gerados pelas cidades, como lixo, entulhos e produtos tóxicos são carregados para rios com ajuda das chuvas. As industrias produzem grande quantidade de resíduos em seus processos, sendo uma parte retida pelas instalações de tratamento da própria industria, que retêm tanto resíduos líquidos quanto sólidos, e a outra parte despejada no ambiente. As cidades podem ser ainda poluídas pelas enxurradas, pelo lixo e pelo esgoto.

A poluição das águas pode aparecer de vários modos, incluindo a poluição térmica, que é a descarga de efluentes a altas temperaturas, poluição física, que é a descarga de material em suspensão, poluição biológica, que é a descarga de bactérias patogênicas e vírus, e poluição química, que pode ocorrer por deficiência de oxigênio, toxidez e eutrofização.

Para encontrar um novo equilíbrio ecológico e lutar contra os animais e plantas prejudiciais, começaram-se as utilizações, já há bastante anos, certos produtos químicos cujo numero e eficácia não parou de aumentar. Entre esses produtos destacam-se pesticidas (fungicidas e inseticidas) e herbicidas. Mas, lançamento de quantidades maciças de pesticidas e herbicidas, além de matar os “indesejáveis”, destrói muitos seres vivos que interferem na construção do solo, impedindo deste modo sua regeneração.

Os produtos tóxicos, acumulando-se nos solos, podem permanecer ativos durante longos anos. As plantas cultivadas nestes terrenos infectados podem absorve-los ainda mesmo quando estes na foram utilizados para o seu próprio tratamento.

Assim se explica a existência de pesticidas em alimentos como o leite e a carne, acabando a sua acumulação por se dar fundamentalmente no homem, que se encontra no fim das cadeias alimentares.

 

Mesmo com dois pareceres técnicos contrários, o Ministério da Agricultura (Mapa) liberou o uso de um agrotóxico não registrado no País para combater emergencialmente uma praga nas lavouras de algodão e soja. A decisão, publicada anteontem no Diário Oficial, permite o uso de defensivos agrícolas que tenham em sua composição o benzoato de emamectina, substância que, por ser considerada tóxica para o sistema neurológico, teve seu registro negado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 2007.

O uso de agrotóxicos no País é norteado por pareceres do Comitê Técnico de Assessoramento para Agrotóxicos (CTA), formado por membros dos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente e da Anvisa – os dois últimos são encarregados de avaliar os riscos do uso de defensivo para o meio ambiente e a saúde pública.Em março, diante da praga da lagarta quarentenária A-1 Helicoverpa armigera em lavouras do oeste da Bahia, representantes do Mapa solicitaram uma reunião extraordinária do CTA para a liberação do benzoato. A proposta era que o produto fosse usado emergencialmente até a safra 2014/2015.

No primeiro encontro, representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e da Anvisa foram contrários à liberação. De acordo com a ata da reunião, a maioria do grupo afirmava que os documentos apresentados não permitiam tal liberação.Diante da negativa, o Mapa solicitou uma nova reunião, realizada cinco dias depois. Nesse encontro, tanto a Anvisa quanto o Ibama mantiveram sua posição: não havia elementos suficientes para que a liberação fosse realizada.

O Mapa, no entanto, decidiu liberar o uso do benzoato. De acordo com o ministério, não é a primeira vez que a Agricultura adota uma decisão unilateral. Em 1986, de acordo com a assessoria, também houve liberação de agrotóxicos para combater uma praga de gafanhoto.

Além do benzoato, outros cinco tiveram seu uso liberado para o combate à praga: dois produtos biológicos (Vírus VPN HzSNPV e Bacillus Thuringiensis) e três químicos (Clorantraniliprole, Clorfenapyr e Indoxacarbe). A diferença, no entanto, é que os cinco já têm registro no País para uso em outras lavouras.O uso do benzoato será regulamentado numa instrução normativa, seguindo as observações dos Ministérios do Meio Ambiente e da Saúde.

Solução ecológica

A OZ Engenharia desenvolve os aparelhos Degradatox, que são utilizados para tratamento da calda gerada nos pátios de descontaminação da aviação agrícola e dos tratores, evitando maiores riscos de contaminação do meio ambiente. Para saber mais sobre o equipamento clique no link ou nos ligue (51) 3339 0082.

Acesse nosso informativo sobre o equipamento Degradatox.

Fonte: Estadão

 

 

A OZ Engenharia está apoiando o abaixo assinado feito pelo site Avaaz.org pedindo o banimento de agrotóxicos que já foram proibidos em outros países devido aos danos que podem causar aos seres vivos.

Por que isto é importante

É inaceitável que o nosso país continue sendo a grande lixeira tóxica do planeta. Por isso, desde 2011, diversas entidades nacionais criaram a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

Exigimos que sejam banidos os 14 tipos de agrotóxicos banidos no resto do mundo que ainda são permitidos no Brasil.

A Campanha tem o objetivo de alertar a população sobre os perigos dos agrotóxicos, pressionar governos e propor um modelo de agricultura saudável para todas e todos, baseado na agroecologia.

Assine já, pelo banimento dos banidos!

CLIQUE AQUI PARA ASSINAR !

Quais são os agrotóxicos que devem ser banidos:

Mais informações em: http://www.contraosagrotoxicos.org

Campanha Quer Acabar Com Veneno Na Lavoura

 

Para alertar a população sobre os riscos que os agrotóxicos presentes nos alimentos e acabar com seu uso no País, um conjunto de organizações criou a Campanha contra os agrotóxicos e pela vida.

A iniciativa valoriza a agroecologia (produção com recursos naturais) ao invés dos agrotóxicos e transgênicos e denuncia os efeitos prejudiciais à saúde (tanto dos trabalhadores rurais como dos consumidores nas cidades) e ao meio ambiente (contaminação dos solos e das águas).

A campanha quer responsabilizar as empresas que produzem e comercializam agrotóxicos, criar formas de restringir o uso de venenos e de impedir sua expansão, propondo projetos de lei, portarias e outras iniciativas legais.

O Brasil é o primeiro país no mundo que regulamentou o tratamento dos resíduos líquidos de agrotóxicos utilizados na pulverização das lavouras.

A Instrução Normativa 02 de 03/01/2008 do MAPA é exigida para aviação agrícola em todo território nacional, porém não abrange os tratores de pulverização terrestres, que devem ser licenciados por cada Estado, e representam 90% da pulverização de agrotóxicos.  O Estado do Mato Grosso instituiu o mesmo modelo de pátio de descontaminação da aviação agrícola para os tratores (Decreto 2.283 de 09/12/2009), porém, a alta demanda de licenciamentos e a falta de fiscalização suspenderam a exigência do pátio (ofício 2475/2011 do INDEA-MT), mantendo a antiga prática poluidora de despejo dos resíduos diretamente no meio ambiente.

O sistema de tratamento é muito simples e basicamente exige o recolhimento, oxidação e contenção dos resíduos líquidos dos pesticidas.

A suspensão da exigência da construção do pátio de descontaminação e o despejo direto dos resíduos de agrotóxicos no solo, geram um passivo ambiental e contaminação dos lençóis freáticos. Por se tratar de uma água pura, não existe capacidade de degradação destes poluentes, sendo sua remediação quase impossível.

Uma pesquisa em Lucas do Rio Verde – MT em 2011 apontou que 85% das mulheres apresentaram no leite materno pelo menos seis tipos de agrotóxicos e pelo menos um tipo em 100% delas. (Pignati, 2011).

Estudos apontam residual de pesticidas na água da chuva e água potável (Schreiber, 2012) e podem estar relacionados ao sumiço de abelhas em diversas regiões.

Recentemente o IBAMA (DOU 139 – 19/07/12) restringiu os inseticidas para pulverização aérea, porém também deve ser revista a utilização em tratores de pulverização terrestre.

A OZ Engenharia desenvolve desde o início das pesquisas o  Degradatox, aparelho gerador de ozônio que serviu de teste para a implementação do sistema que regulamentou o tratamento dos pátios. O ozônio quando utilizado no tratamento de resíduos tem excelentes resultados com tecnologia limpa e eficaz no tratamento de agrotóxicos, sendo o ozônio o mais indicado para essa finalidade.

Tabela de alimentos e percentual de agrotóxicos:

Mais de um milhão de toneladas de venenos foram jogados nas lavouras somente em 2010, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), na última safra foram comercializados mais de sete bilhões de dólares de agrotóxicos. Todo este mercado está concentrado em grandes empresas transnacionais, que controlam mais de 80% do mercado de veneno.

Os ingredientes ativos presentes nos agrotóxicos podem causar esterilidade masculina, formação de cataratas, evidências de mutagenicidade, reações alérgicas, distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares, no sistema imunológico e no sistema endócrino, ou seja, na produção de hormônios, desenvolvimento de câncer, dentre outros agravos à saúde.

Mais informações acesse o site: http://www.contraosagrotoxicos.org.

Informações sobre o Degradatox clique aqui.

Vídeo com informações sobre o uso de agrotóxicos no Brasil:

 

 

 

No dia 04 de outubro de 2012 a OZ Engenharia participou da 19ª Semana Interamericana da Água e da 12ª Semana Estadual da Água com o evento realizado no Auditório Talento Empreendedor no TECNOPUC onde o tema discutido foi: “O Uso do Ozônio no Combate à Contaminação das Águas com Agrotóxicos” foram abordados diversos assuntos com participações de especialistas e autoridades.  O site AGAPAN (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural) deu um destaque ao evento como você pode verificar no link:

http://agapan.blogspot.com.br/2012/10/o-uso-do-ozonio-no-combate-contaminacao.html?spref=fb

De 29 de setembro a 06 de outubro de 2012, acontece a 19ª Semana Interamericana e 12ª Semana Estadual da Água, com realização da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES-RS, em parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente do RS – SEMA. O tema dessa edição é “Para onde vai a água que usamos?” com o objetivo de alertar sobre as conseqüências do mau gerenciamento dos resíduos líquidos.

A programação, com foco em ações ligadas a preservação da água tem a participação de mais de 800 entidades. As empresas parceiras realizarão atividades em todo o Estado do Rio Grande do Sul mobilizando cerca de 1,5 milhões de pessoas.

A OZ Engenharia participa do evento há cinco anos, e nesta edição, em parceria com a Secretaria Executiva do Fórum Gaúcho de Produção mais Limpa / SEMA, realizará um ciclo de palestras sobre a contaminação das águas, os impactos na saúde e meio ambiente, e o uso do ozônio como alternativa no combate à contaminação com agrotóxicos, sob o título O USO DO OZÔNIO NO COMBATE À CONTAMINAÇÃO DAS ÁGUAS COM AGROTÓXICOS.

O evento acontecerá no dia 04/10, no TECNOPUC, localizado na PUCRS. As inscrições para assistir às palestras são gratuitas e já podem ser realizadas no site http://www.ozengenharia.com.br/eventos/.

 

Cartaz de Divulgação. Clique na imagem para vê-la ampliada.

PROGRAMAÇÃO

13h00min às 13h30minCredenciamento

13h30min às 14h15min: Palestra: Ocorrência de agrotóxicos na água potável e de chuva – Me. Fabio Schreiber, Engº Agrônomo e Pesquisador em fitosanidade, UFPel, Pelotas/RS.

14h15min às 15h00min: Palestra:Impactos dos agrotóxicos na saúde e meio ambiente – Dra. Nádia Spada Fiori, professora e pesquisadora do Depto de Medicina Social da UFPEL – Pelotas/RS.

15h00min às 15h45min: Palestra: Vantagens do ozônio no tratamento de efluentes contendo agrotóxicos – Me. Ricardo Furtado, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, Porto Alegre/RS.

15h45min às 17h00min: Mesa Redonda: Os impactos pelo uso dos agrotóxicos e as novas perspectivas nas políticas públicas
– Dr. Márcio Rosa Rodrigues de Freitas, Coordenador Geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas – Cgasq e Diretor de Qualidade Ambiental Substituto do IBAMA, Brasília/DF;
– Dra. Tatiane Nardotto, Assessoria Jurídica Parlamentar do Senador Blairo Maggi, Senado Federal, Brasília/DF;
– Me. Cíntia Barenho, Assessora Técnica Ambiental da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS;

17h00min às 17h30min: Café de Confraternização

 

SERVIÇO:

Data: 04/10/2012
Horário: 13h00min às 17h30min
Local: Auditório Talento empreendedor do TECNOPUC – PUCRS – [Prédio 96 – I] – Porto Alegre-RS
Realização: OZ Indústria de Equipamentos Geradores de Ozônio.
Patrocínio: SINDIQUIM-RS
Apoio: ABES-RS, TECNOPUC-RS, Conecte Ambiental, FUPEF, UFPR e MAPA.
Informações: (51) 3339 0082
Inscrições Gratuitas: http://www.ozengenharia.com.br/eventos/
 
 
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