Atualmente o uso de agrotóxicos nas lavouras se faz necessário para que haja controle de pragas e que com isso garanta produção de alimentos suficiente para a população mundial, que a cada dia cresce e exige essa demanda. Enquanto essa prática ainda for o meio indispensável para a produtividade agrícola, uma solução foi determinada para o tratamento dos resíduos líquidos de agrotóxicos, através da Instrução Normativa 02/2008 do MAPA. Essa normativa propôs modernizar e adequar o já existente modelo de pátio de descontaminação voltado para a aviação agrícola.

Sua obrigatoriedade gerou discussões e resistência por parte das empresas de aviação agrícola e agricultores, o que acarretou em prorrogação por mais dois anos para que pudessem fazer as adequações exigidas pela Normativa. Passado esse período onde o tema respeito ao meio ambiente foi o foco para a conscientização da implementação do pátio de descontaminação, vimos que os envolvidos passaram a ter uma consciência e um entendimento no que tange preservação do meio ambiente.

Pudemos notar que algumas empresas, principalmente estrangeiras que já exercem boas práticas de produção, com foco na sustentabilidade, adotaram por iniciativa própria a regulamentação do MAPA (que é para aviação agrícola) inclusive para seus tratores de pulverização.

Porém, o conhecimento sobre a proposta da Normativa ficou só na aviação agrícola e não sensibilizou o setor de pulverização terrestre, no caso os tratores.  No Estado do Mato Grosso a problemática da contaminação é preocupante. Um decreto de 2010 propôs que o mesmo modelo de tratamento de resíduos de agrotóxicos exigido para os aviões pulverizadores fosse também exigido para os tratores,  mas foi desobrigado no mesmo ano através de um decreto, mostrando um caso de retrocesso ambiental.

Vale lembrar que outros equipamentos pulverizadores como os costais, autopropelidos e fog utilizam a tríplice lavagem de embalagens e também precisam de tratamento do resíduo líquido, nem sempre adotada e migrando muitas vezes para o descarte em sumidouros.

Descarte de resíduos líquidos de agrotóxicos

Descarte de resíduos líquidos de agrotóxicos

Inúmeras informações podem ser encontradas sobre a contaminação de águas da superfície, lençóis freáticos e até mesmo a água da chuva. O DOSSIE ABRASCO mostra os impactos dos agrotóxicos sobre a saúde humana e o meio ambiente.

A agricultura, por ser uma unidade produtiva de grande importância e impacto, precisa ser vista como tal e comparada com as Indústrias, que são obrigadas a obedecer regras de lançamento de resíduos no meio ambiente. Os produtores estão acumulando um passivo ambiental se não iniciarem imediatamento ações de proteção.

Pouco foi feito nesses 05 anos da obrigatoriedade do pátio de descobntaminação de agrotóxicos, as informações praticamente não são divulgadas, não há fiscalização suficiente e parece que não há interesse em prevenir os danos ambientais, muitos irreparáveis. Leis, normas, regulamentações devem ser implementadas de modo a orientar os produtores como proceder nesse cenário e elas existem.

A OZ desenvolveu o sistema Degradatox que complementa o sistema de tratamento de efluentes no pátio de descontaminação através do ozônio, que desativa as moléculas do agrotóxico.  Desde o ano de 2008 fabrica dois modelos de tanques com ozônio para degradação da calda de agrotóxicos. Veja o infográfico a importancia do patio de descontaminaçao.

 

Veja mais informações sobre o tema nos links abaixo:

Estudo mostra que o Aquífero Guarani está contaminado por agrotóxicos

A política agrícola brasileira e o incentivo aos agrotóxicos. Entrevista especial com Flávia Londres