O que é Ozônio?

O ozônio é um gás cuja matéria prima é o oxigênio existente no ar ambiente (uma molécula triatômica e alotrópica de decomposição rápida). Ele é produzido através do efeito corona, que gera uma descarga elétrica dissociando uma molécula de O2, que se reagrupa com outras duas moléculas de O2 gerando duas moléculas de O3. É gerado no próprio local de uso e é considerado o mais forte desinfetante empregado para a purificação da água em todas as suas aplicações (consumo humano, lavagem de vegetais e frutas, piso e reuso).

Quais são as vantagens proporcionadas pela aplicação do ozônio?

– Evita qualquer problema de gosto e odor desagradável;
– Proporciona água incolor e cristalina;
– Efeito benéfico sobre a pele e a saúde (ozonioterapia);
– Não irrita a pele e as mucosas;
– É ativo contra vírus, bactérias, esporos, cistos, protozoários, etc;
– Oxida metais pesados (ferro, manganês, íon sulfato, nitrito), fazendo a sua precipitação e evitando, portanto, a sua ingestão acidental;
– Não deixa resíduos prejudiciais ao meio ambiente;
– Causa aumento da floculação de matéria orgânica, aumentando a efetividade da filtração da piscina;
– Produzido no local, através do ar, sem transporte, manipulação ou armazenagem de produtos químicos;
Tem meia vida curta, ou seja, reverte-se novamente em oxigênio espontaneamente, não gerando resíduos poluidores.

Um pouco de história:

O ozônio começou a ser conhecido em 1837 e reconhecido como substância química depois de trinta anos, quando sua forma triatômica foi descrita. A habilidade do ozônio para desinfecção de água foi descoberta em 1886 e em 1891 testes pilotos já eram realizados.

A primeira instalação industrial de ozônio ocorreu em 1893, em Oudshoorm, na Holanda, para desinfecção na estação de tratamento de água potável da cidade. Até 1914 o número de estações de tratamento de água utilizando ozônio cresceu e, na Europa, já havia pelo menos 49 instalações. Em 1936 o número passou para 100 instalações na França e 140 no mundo.

O cloro, sempre mais barato e mais usado, perdeu força quando, em 1975, se descobre que gera compostos cancerígenos organoclorados (subprodutos de reações com matéria orgânica). A principal preocupação quanto ao uso de cloro é a formação de organoclorados, os trihalometanos (THM). Desta forma o ozônio passou a ser uma opção ao cloro em diversos casos, como por exemplo, em piscinas, substituindo até 90% deste produto.