Nos dias 16 e 17 de novembro de 2011, o 4º Congresso Internacional de Inovação trouxe em suas plenárias escritores renomados e cases de projetos mundiais que em rede desenvolveram ideias inovadoras focados na educação, sustentabilidade e tecnologia inclusiva.

A programação das duas tardes de palestras teve como atração de abertura a apresentação do grupo de dança do projeto educacional Atleta do Futuro do SESI de Novo Hamburgo/RS. Abaixo um vídeo gravado no evento que mostra o bonito trabalho do grupo:

Abaixo, um apanhado dos destaques das plenárias que aconteceram no congresso:

Don Tapscott – “The Man”:

O canadense Don Tapscott é escritor, pesquisador e consultor especializado em estratégia corporativa e transformação organizacional, além de abordar temas voltados para cultura digital, Web 2.0 e Geração Internet. Autor dos livros A Hora da Geração Digital, Wikinomics e Macrowikinomics, entre outros.

Don defendeu o desenvolvimento do conhecimento colaborativo, “Não é a era da inovação é a era da inteligência em rede”, pontuou.  O conhecimento está circulando e o compartilhamento permite que este seja melhorado. Como exemplo dessa colaboração inovadora Don citou o desafio lançado pela Gold Corp. Ao se deparar com uma dificuldade para encontrar novas áreas de mineração, a empresa lançou um concurso que dava um prêmio alto em dinheiro para quem conseguisse descobrir essa nova área. Para lançar o desafio, teve que abrir mão de algumas informações que antes mantinha em sigilo. No caso, abrir mão de parte de uma informação exclusiva fez com que a empresa faturasse muito mais.

O livro de maior sucesso de Don Tapscott é o Wikinomics que fala entre outras coisas, do novo modelo de engajamento do cidadão. O livro foi citado por Barack Obama como inspiração para mobilizar seus eleitores nas eleições para a presidência dos EUA.

Finalizando sua apresentação o escritor canadense exibiu o vídeo que mostra o vôo dos estorninhos (já postado aqui no blog) para fazer uma analogia de que: a inteligência compartilhada é superior a inteligência individual.

Incubadora Sustentável  – ENVIU:

Ainda no primeiro dia do congresso, conferimos a apresentação da Enviu por seu fundador o holandês Stef Van Dongen. A Enviu é uma incubadora de negócios para produtos sustentáveis que surgiu a partir da pergunta: “Como melhorar nossa qualidade de vida, acabar com a pobreza e preservar o meio ambiente ao mesmo tempo?” conta Stef. A organização desenvolve inovações sustentáveis e sociais e as leva para o mercado. Nesta cooperativa trabalham um grande grupo de jovens empreendedores, executivos, empresas parceiras e universidades para co-criar negócios inovadores.

Trata-se de um projeto singular que tem como característica a criação de oportunidades de negócios sustentáveis com o objetivo de ajudar a resolver as grandes questões sociais e ambientais. Um dos exemplos mostrados por Stef foi um projeto desenvolvido em Gana, onde através da Enviu conseguiu se desenvolver um projeto de casas para serem vendidas para a população ao valor de U$ 15.000,00 ao invés dos U$ 60.000,00 anteriores. Um valor mais acessível permitirá que a população possa adquirir mais facilmente um imóvel e por um preço justo. Outro exemplo que já foi muito comentado ao redor do mundo é o projeto “Balada Sustentável”, uma pista de dança que gera energia elétrica a partir do movimento dos participantes da festa.

Para mais informações acesse: http://www.enviu.org/?ac=Enviu-Default

Índia chamando:

A plenária do segundo dia de congresso abriu com a exposição de Anand Giridharadas, jornalista americano, filhos de indianos, colunista do New York Times e International Herald Tribune. Em 2011 publicou o livro “India Calling: An Intimate Portrait of a Nation‘s Remaking”, resultado de uma turnê pela Índia, em que observou as transformações na economia, educação, política e no desenvolvimento industrial.

Anand começou sua palestra falando sobre a situação atual do Brasil que não é mais o país do futuro e sim do presente. Hoje há uma descentralização dos pólos de inovação e modernidade. Nem todas as novidades vêm dos EUA e da velha Europa como acontecia até bem pouco tempo. Existe também um movimento de retomada de identidade nacional e nesse ponto o jornalista vê muitas semelhanças entre indianos e brasileiros.

Grandes empresas já enxergaram isso e estão facilitando o acesso de seus produtos para a população mais pobre, que por serem em maior número consomem muito mais, garantindo um faturamento contínuo.

A tecnologia contribuindo para a educação:

O americano Charles Kane apresentou a organização sem fins lucrativos “One Laptop Per Child (OLPC)”. A ideia é exatamente a que o nome diz: distribuir um computador por criança, em comunidades carentes, sobretudo nos países em desenvolvimento. Fornecendo assim um meio para um fim: que as crianças, mesmo nas regiões mais remotas do globo, tenham a oportunidade de desenvolver seu próprio potencial, sendo expostas a todo um mundo de ideias e contribuindo para uma comunidade mundial mais produtiva e sadia.

Desde 2005 a organização realiza parceria com escolas e prefeituras para a distribuição desses laptops que já vêm com um software apropriado para o uso das crianças e pronto para acessar a internet.

Aqui no Brasil já existem várias escolas que adotaram o programa. Mais informações no site: http://www.olpc.org.br/index.php