Bandeira não-oficial do Dia da Terra: O Planeta sobre um fundo azul. Fonte: Wikipédia

Em 22 de abril de 1970, o senador americano Gaylord Nelson, ativista ambiental, organizou uma manifestação que reivindicava a criação de uma agenda ambiental. Desta manifestação participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A partir da pressão social o governo dos Estados Unidos criou a Agência de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente. Desde então a data é comemorada e reservada para discussões sobre a preservação do nosso planeta.

Mas muito antes disso, a Terra vem sofrendo as consequências da falta de cuidado e exploração desmedida. Em 1850, o chefe indígena Seattle  escreveu uma carta ao presidente dos EUA, quando o governo norte-americano propôs comprar as terras de seu povo. Este documento tem sido considerado um dos mais belos pronunciamentos já feitos em respeito à defesa do meio ambiente. Abaixo alguns trechos:

“Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da Terra? Essa idéia nos parece estranha. Se não não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?

Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.

(…)

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro – o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro.

(…)

Vocês devem ensinar as suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos às nossas: que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da Terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.

Isto sabemos: a Terra não pertence ao homem; o homem pertence à Terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a Terra recairá sobre os filhos da Terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.”


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Fontes: Wikipédia e Turminha do MPF